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Professor da EEL-USP coordena Coletânea Brasileira de Arborização Urbana lançada pelo Ministério do Meio Ambiente

A publicação, que servirá como o suporte prático e acessível à gestão pública, foi lançada no dia 7 de maio em Brasília

 

Por Simone Colombo

 

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) lançou oficialmente, no dia 7 de maio de 2026, a Coletânea Brasileira de Arborização Urbana. O evento ocorreu em Brasília, durante o 3º Encontro do Programa Cidades Verdes Resilientes, e marca um passo crucial para a infraestrutura verde no Brasil.

O projeto da Coletânea Brasileira de Arborização Urbana nasceu no início da pandemia, com a ideia de se organizar um livro que auxiliasse a gestão pública a fazer a gestão e o planejamento da arborização urbana, uma vez que essa área nunca ganhou muita repercussão na literatura científica, quando comparadas às outras áreas da ecologia conta um dos idealizadores do projeto, Prof. Maurício Lamano Ferreira, da Escola de Engenharia de Lorena (EEL) da USP. “Durante a pandemia organizamos a proposta, contactamos os autores, bem como as entidades parceiras e corremos atrás de financiamento. O Ministério de Meio Ambiente e Mudança do Clima comprou a ideia, uma vez que eles estavam organizando o Programa Cidades Verdes Resilientes, o maior programa de ‘esverdeamento’ de cidades já idealizado no país”, conta.

 

Informação técnica, mas acessível.

Lamano conta que a coordenação do projeto recebeu capítulos de mais de 550 autores de quase 100 instituições diferentes de todo o país.  “Nós fizemos a revisão de cada capítulo e passamos para a etapa do projeto editorial”. Cada um dos cinco livros traz cerca de 550 páginas de informação descrita em uma linguagem simples e com muitos recursos visuais, uma vez que o público alvo não era somente a academia, mas sim os gestores “da ponta”, aqueles funcionários públicos que realmente fazem a arborização urbana acontecer.

 

Como cada região do país tem um livro específico, nós tivemos o cuidado de oferecer uma lista de espécies nativas a serem plantadas em todos os municípios brasileiros. Para cada estado, nós selecionamos botânicos taxonomistas para fazer a indicação da lista florística a ser adotada como sugestão para as cidades. Com isso, alcançamos todo o país com a abrangência deste projeto ", destaca Lamano.

 

Para o coordenador da Coletânea, atuações simultâneas de cidades limítrofes e regiões irão reforçar a biodiversidade regional e gerar resultados ambientais positivos de forma mais rápida e consistente, como o início de uma regulação climática em todo o país. “É um ganho coletivo para população e para o meio ambiente”, declara Prof. Lamano.

 

 

O Biólogo João Paulo Capobiano, Ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Foto: Rogério Cassimiro/MMA. Local: Brasília – DF - Flickr

A Coletânea

Escrita à muitas mãos, a Coletânea contou com pesquisadores da USP, UFSCar, Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU), Zabotto Ambiental e Ministério do Meio Ambiente e teve envolvimento de dezenas de pesquisadores de universidades de todo o país a fim de contribuir para o futuro das cidades brasileiras.

 

A publicação é composta por cinco volumes, cada um dedicado a uma macrorregião brasileira (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul).

 

Conhecimento técnico: Reúne orientações de manejo, de gestão da biodiversidade de pesquisadores de todo o país.

Espécies nativas: Oferece listas de árvores adequadas para o ambiente urbano, evitando danos a calçadas e fiação elétrica.

Inclusão social: A iniciativa foca em democratizar o acesso ao verde, levando mais árvores para as periferias urbanas.

 

Mais informações clique aqui: Coletânea Brasileira de Arborização Urbana