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Estudantes da USP de Lorena participam de projeto interinstitucional com desafio real da indústria de bioprocessos

Por Simone Colombo

 

Como aproximar, de forma efetiva, a formação em Engenharia Bioquímica das demandas reais da indústria? Essa é a proposta central de uma atividade extensionista que reúne estudantes de diferentes regiões do país em torno de um  desafio concreto: desenvolver soluções para problemas reais da empresa Allbiom, localizada em Cajuru (SP). 

 

Na Escola de Engenharia de Lorena (EEL) da USP, nove estudantes do curso de Engenharia Bioquímica participam do projeto: Arthur Fonseca Martins;  Brunno Jassa Corrêa Ramos; Daniel Saboia Telles Machado; Giovani Garcia de Gaspari Valdejão; Maria Luiza Gamboa; Laura Lis Coimbra Silva; Julia Malherbi Tochetto; Vinícius Campos e Vitória Luize Rodrigues Lopes da Silva.

 

A iniciativa, intitulada “Engenharia em Ação: Desafio Interinstitucional em Engenharia Bioquímica e Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia”, envolve 69 estudantes e 10 docentes de instituições de ensino superior de diversos estados brasileiros. Além da EEL/USP, participam do projeto: Universidade Estadual Paulista (Unesp) - Campus Botucatu e campus Araraquara, Universidade Federal do Pará - Campus Belém, Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), Universidade Federal do Tocantins - Campus Gurupi, Universidade Federal de São João Del Rei - Campus Alto Paraopeba, Universidade Estadual do Rio Grande do Sul - Unidade Santa Cruz do Sul, Universidade Tecnológica Federal do Paraná  - campus Toledo, e Universidade Federal do Paraná - campus Centro Politécnico/Curitiba". O objetivo principal é promover uma experiência de integração nacional entre cursos com formações equivalentes, conta a Profa. Talita Lacerda, responsável pela atividades na USP em Lorena

 

Instituições brasileiras que participam do desafio Allbiom. Arte: Profa. Talita Lacerda

 

A atividade é estruturada com base na metodologia de “Challenge-Based Learning”, na qual os estudantes, organizados em equipes interinstitucionais, desenvolvem propostas para o escalonamento de bioprocessos, a partir de critérios técnicos, modelagem e análise de viabilidade. A proposta aberta do desafio permite que cada grupo explore diferentes abordagens, estimulando a criatividade e o pensamento crítico.

 

Ao longo do projeto, os estudantes terão contato direto com a equipe técnica da Allbiom, por meio de encontros periódicos de mentoria, aproximando a formação acadêmica do contexto industrial e de suas demandas reais. Os projetos desenvolvidos serão apresentados em uma etapa preliminar online, e os três melhores grupos avançarão para a fase final, que ocorrerá presencialmente na empresa em 23 de setembro, no chamado “Dia de Biofábrica”.

 

Para a Profa. Talita Lacerda, a atividade representa uma oportunidade singular de formação: “Iniciativas como essa ainda são pouco comuns, especialmente por reunirem estudantes de diferentes instituições do país em torno de um mesmo projeto. Essa diversidade torna a experiência especialmente rica, já que cada aluno contribui com sua formação, vivência e forma de pensar. Além do desafio técnico, a atividade amplia o repertório dos estudantes e cria oportunidades concretas de networking.”, destaca.

 

Além do impacto formativo, o projeto também atende às diretrizes de curricularização da extensão. Na EEL, a atividade foi cadastrada como AEX (Atividade Extensionista), permitindo que os estudantes participantes contabilizem 80 horas de extensão.

 

O encontro inicial do projeto foi realizado de forma online no dia 08 de abril, reunindo estudantes, professores e representantes da empresa. As apresentações finais estão previstas para o final de agosto, com etapa presencial na Allbiom programada para setembro de 2026.